Após oito dias em greve, os trabalhadores de 21 empreiteiras do pólo industrial de Cubatão voltaram ao trabalho na última sexta-feira, 28 de maio, conforme decisão de grande assembléia, ao ar livre, em frente à Refinaria Presidente Bernardes, às 7h30, comanda pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção industrial (Sintracomos), Geraldino Cruz Nascimento, um guerreiro chamado carinhosamente de Geraldino, que comandou com maestria o movimento grevista, mostrando a força dos trabalhadores da construção da baixada santista . Na quinta-feira, dia 27, o relator e os seis juízes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) que julgaram parcialmente o dissídio coletivo consideraram a greve não-abusiva e decretaram imediato retorno ao trabalho.
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O julgamento do mérito (cláusulas econômicas como reajuste salarial, tíquete alimentação e PLR) será na próxima quarta-feira, 2 de junho, às 15h30 horas, no décimo andar do prédio da Justiça do Trabalho na Avenida Consolação, 1.272.
GREVE NÃO ABUSIVA -- o relator e os seis juízes do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região que julgaram parcialmente o dissídio coletivo nas 21 empreiteiras do pólo industrial de Cubatão, na última quinta-feira, 27 de maio,consideraram a greve de oito dias não-abusiva.
Os magistrados decretaram, porém, o imediato retorno ao trabalho, o que foi atendido pelos trabalhadores em assembleia. O TRT determinou que se a paralisação continuasse, os próximos dias parados não seriam pagos e o sindicato tomaria multa de R$ 10 mil por dia.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção industrial (Sintracomos), Geraldino Cruz nascimento, diz que “os trabalhadores mostraram muita unidade no movimento, quando a maioria não se submeteu à vontade da minoria. Embora combativos na busca por dias melhores, muitos acabam cometendo erros estratégicos. O melhor agora é confiarmos na Justiça do Trabalho, sem a qual não há respeito aos direitos dos trabalhadores”, diz o sindicalista.
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