O movimento sindical brasileiro, de maneira geral -- o que tem todo apoio da Feticom-SP -- rejeita a proposta alternativa do presidente da Câmara Michel Temer de redução da jornada semanal trabalho de 44 para 42 horas, a partir de 2011. Em troca, o deputado propôs compensação fiscal para as empresas, mas não aumentou o valor das horas extras. A decisão foi tomada nesta terça-feira, dia 9 de fevereiro, em reunião com dirigentes sindicais, que prometem retornar as manifestações depois do carnaval.
Apesar da proposta ter sido rechaçada pelo movimento sindical, a grande imprensa, como a Rede Globo, TV Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, entre outros veículos, não destacou esta posição, expondo apenas a proposta apresentada pelo presidente da Câmara Federal. O Jornal Diário de São Paulo, em sua edição desta quarta-feira, dia 10 de fevereiro, dá uma pequena nota sobre a posição do movimento sindical, que é endossado pela diretoria da Feticom-SP.
Lideranças do movimento sindical têm feito pressão junto aos parlamentares, desde a semana passada, quando foi iniciado o ano legislativo no Congresso Nacional, cobrando a votação da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, e a elevação do valor das horas extras de 50% para 75%. O objetivo é forçar a contratação de novos trabalhadores e não imputar ao trabalhador a realização de horas extras.
Estudos do Dieese indicam que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais deve gerar pelo menos dois milhões de novos empregos. Para mostrar o quanto a redução da jornada de trabalho é importante, o presidente da Feticom-SP, Emílio Alves Ferreira Júnior, destaca que para o Brasil gerar dois milhões de novos empregos, sem a redução da jornada de trabalho, há necessidade de que o PIB (Produto Interno Bruto) do País cresça no ano pelo menos cinco pontos, uma vez que cada ponto significa a geração de 400 mil empregos. “Por isso, não abrimos mão da proposta da redução da jornada de 44 pra 40 horas semanais”, ressalta.
A redução da jornada de trabalho, além de gerar novos empregos, também garante mais qualidade de vida aos trabalhadores, que terão mais tempo para ficar com a família, para o lazer, enfim, para descansar.