Com o objetivo de discutir a criação de uma escola de capacitação para trabalhadores da construção civil em Piracicaba, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo, Emílio Alves Ferreira Júnior, juntamente com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo,Antonio de Sousa Ramalho, e o diretor do Sindicato da Construção e do Mobiliário de Piracicaba, Milton Costa, que também são diretores da Feticom-SP, estiveram reunidos, nesta última terça-feira, dia 19 de maio, com o prefeito Barjas Negri (PSDB). A Feticom-SP pretende se reunir com o maior número de prefeitos possíveis, ao longo dos próximos meses, com a finalidade de apresentar esta mesma proposta.
Durante o encontro em Piracicaba, além de discutirem questões relacionadas à política, também foi abordada a necessidade da construção de uma escola específica para a profissionalização de pedreiros, ajudantes, pintores, carpinteiros e demais trabalhadores do ramo. "Sabemos que essa medida é para a implantação de cursos para essas pessoas", disse o presidente da Feticom, Emílio Alves Ferreira Júnior, que representa 1.350.000 trabalhadores em cerca de 60 sindicatos.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, explicou que o segmento se modernizou nos últimos 20 anos e que as empresas e as entidades de classe não se preocuparam em capacitar os trabalhadores.
O resultado, como explicou Ramalho, é que no ano passado, quando aconteceu o crescimento do mercado de imóveis, não havia mão-de-obra qualificada. “Isso pode voltar a acontecer e queremos que os trabalhadores estejam preparados", afirmou.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Piracicaba (Sinticompi), Milton Costa, disse que os cursos poderão ser implantados ainda neste ano. "Viemos trazer uma proposta concreta e possível ao prefeito. É uma necessidade dos profissionais", disse. Segundo ele, em Piracicaba há cerca de dez mil trabalhadores na construção civil, sendo que 30% atuam na informalidade.
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O prefeito explicou aos sindicalistas que vai encaminhar a proposta para a secretária municipal do Trabalho e Renda (Semtre), Ângela Maria Cassavia Jorge Corrêa. Barjas disse que criou a secretaria também para essa função, a de ser um local de apoio ao trabalhador e de estimular a capacitação. "Por meio de parcerias com as entidades e também o Sinduscon (Sindicato das Empresas da Construção), é possível aproveitar a estrutura já existente para iniciar esses cursos. Não precisa ter um prédio para começar, pode ser utilizado um barracão, um galpão para as aulas práticas e outro local para as salas de aula. Dessa forma, já foram realizados alguns cursos para o setor", informou.
O presidente da Feticom disse também que um dos objetivos do encontro foi alertar o prefeito que a maioria dos cursos é voltada para os trabalhadores do setor metalúrgico. Outro motivo para iniciar essa profissionalização, conforme afirma, está na pesquisa que revelou que 66% dos trabalhadores da construção têm idade até 25 anos. “Isso prova que não existe mais o preconceito em ser pedreiro. Antigamente somente se via trabalhando quem tinha mais de 40 anos. Também precisamos nos preocupar com a formação desses jovens", afirmou
O vereador José Luiz Ribeiro (PSDB) também participou do encontro e observou que a capacitação é uma reivindicação antiga do sindicato da construção e que é uma necessidade. "Com a crise nas indústrias e as demissões, os metalúrgicos migram para a construção civil, principalmente aqueles que têm pouco estudo", disse. |