Em nome dos presidentes das Federações da Construção, Emílio articulou com o presidente a possibilidade de os movimentos sindicais das regiões que em que o presidente fará a visita as obras que estão sendo realizadas pelo governo federal acompanhem esse trabalho. De acordo com o presidente da Feticom-SP, essa visita aos canteiros de obras é muito importante para que o presidente acompanhe a realidade do setor nas diversas regiões brasileiras. “Com isso, poderemos mostrar ao presidente Lula a situação do trabalhador e, quem sabe, ter o apoio do governo para mudarmos para melhorar a realidade dos trabalhadores nos canteiros de obras”, conta.
No encontro, do qual também participaram outras lideranças sindicais do setor da construção civil no Estado de São Paulo, como o presidente do Sintracon-SP e primeiro vice-presidente da Feticom-SP, Antonio de Sousa Ramalho; o 2º vice-presidente da Feticom-SP, Ademar Rangel da Silva, além de Geraldino Cruz Nascimento e Marcos Braz “Macaé”, ambos de Santos, e Waldemar de Oliveira Presidente Conticom, Lula declarou que tem se mantido sereno em relação à crise econômica mundial e que possivelmente é o mais otimista de todos 190 milhões de brasileiros. "Durante toda essa crise me mantive sereno e o possivelmente o mais otimista de todos os 190 milhões de brasileiros", afirmou, destacando o projeto de construção de um milhão de moradias, que irá gerar empregos e contribuirá para movimentar a economia.
O presidente falou sobre o fato do pânico existente em crises econômicas, que podem gerar uma "reação em cadeia", com redução do consumo, aumento do desemprego e diminuição da produção. O presidente avaliou que todos perdem durante a crise.
Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também garantiu que o pacote habitacional do governo lançado há dois dias "tem foco". Ele também disse que prefere não estipular prazo para a entrega das casas por uma questão de "responsabilidade".
No entanto, garantiu que o pacote é "fora da normalidade" e que ele tem foco.
"Tem problema [habitacional] em todo o país, mas é maior nas grandes cidades e regiões metropolitanas", afirmou o presidente. "Esse programa tem foco de público e de região." Lula disse que não há prazo para a entrega dos imóveis. “Se eu dissesse que ia entregar em dois anos e entregasse em dois anos e um dia, iriam dizer que eu não entreguei no prazo", disse.
Para exemplificar, Lula disse que a Caixa Econômica Federal estará pronta para receber os projetos do setor da construção civil. "Nós vamos trabalhar para que no dia 13 de abril a Caixa esteja armada até os dentes para que, quando o empresário apresentar o projeto, não demore oito meses para ele ser aprovado", afirmou.
Lula também falou sobre a extensão do programa para a classe média e para a população de baixa renda. "A gente permitiu que a classe média possa usar R$ 500 mil de financiamento para atender toda a diversidade social", disse. "O companheiro que ganha de zero a três [salários mínimos] só paga a casa quando receber a chave e por o pé nessa casa."
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