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2007 CONGRESSO ESTATUTÁRIO  - MARÇO

Departamento de arrecadação / tesouraria

- Envia entre os meses de fevereiro/março 26.000 correspondências de guia sindical e editais

- Mensalmente 1.200 correspondências de guias assistencial

 
 
 
 

Março/2008

Destaques de março
Lula sanciona PL 1.990/07 com um veto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o PL 1.990/07, que regulamenta o funcionamento das centrais sindicais.
Trata-se da Lei 11.648, publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de março de 2008.
O presidente vetou o artigo 6º do projeto, que determinava que “os sindicatos, as federações e as confederações das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais e as centrais sindicais deverão prestar contas ao Tribunal de Contas da União sobre a aplicação dos recursos provenientes das contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas”.
O veto ao artigo 6º fundamentou-se na vedação pela Constituição da interferência do Poder Público na organização sindical, “em face do princípio da autonomia sindical, o qual sustenta a garantia de autogestão às organizações associativas e
sindicais”.

Criada a Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas
Num ato considerado histórico, a união de duas grandes centrais sindicais do continente, a Central Latinoamericana de Trabalhadores (Clat) e a Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit), se tornou realidade no último dia 27 de março com o nascimento da Confederação Sindical das Américas (CSA).
A cidade do Panamá foi o cenário do Congresso de fundação da entidade que congregará 50 milhões de trabalhadores de todos os países do continente americano. A CSA será presidida pela norte-americana Linda Chávez e terá como secretário-geral o dirigente paraguaio Victor Baez.
Linda frisou o empenho da CSA nas lutas contra os Tratados de Livre Comércio, que aumentam o poder das empresas enquanto empobrecem os povos. “Vamos estar presentes nos locais de trabalho, nas mesas de negociação e nos fóruns internacionais, combatendo as desigualdades de gênero e a discriminação racial, levantando a voz contra as listas negras empresariais, contra as agressões, torturas e assassinatos de sindicalistas”, declarou.

Anuário da Qualificação Social e Profissional é lançado em Brasília
Foi realizada no dia 12 de março, em Brasília, a solenidade de lançamento do Anuário da Qualificação Social e Profissional 2007. O material foi elaborado pelo DIEESE em parceria com o Departamento de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e traz um conjunto de dados sobre a realidade social e profissional do Brasil referentes à qualificação.
De acordo com o Diretor técnico do DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, o anuário 2007 traz informações novas, se comparado ao anuário do ano passado: mercado de trabalho dos jovens; educação profissional de nível médio por unidades da federação; a movimentação de pessoal por grau de escolaridade e educação especial. "Incluímos também dados sobre pessoas portadoras de deficiência física, uma demanda feita pelo próprio ministro do Trabalho em 2006", disse Clemente.
O Anuário 2007 obra reúne dados sobre a qualificação social e profissional e objetiva servir de subsídio aos atores sociais e gestores de políticas públicas de emprego, trabalho e renda. O documento agrega indicadores, tabelas e gráficos como de educação, entidades e cursos e supre a carência de dados que até então não existiam no segmento.
A obra está dividida em Trabalho e Educação: Características dos Trabalhadores e da População e Qualificação Social e Profissional no Brasil. Esta última reúne informações relacionadas à oferta de cursos de qualificação no país.

Eventos de março
03/03 – A Subseção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute-MG) apresentou ao coletivo de formadores da Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação Publica (CNTE) o fascículo sobre Negociação Coletiva no Setor Publico e o Orçamento da Educação, na sede da CNTE, em Brasília.

03 a 05/03 – Em Araruama, RJ, a subseção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Escritório Regional do Rio de Janeiro participaram do Seminário Planejamento da Ação Sindical 2008 no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (Seeb-Rio).

04/03 – O Escritório Regional do Paraná ministrou uma palestra no Seminário da CUT, em Curitiba, sobre a redução da jornada de trabalho.

05/03 – Também em Curitiba, o ER-PR proferiu uma palestra sobre as vantagens e desvantagens do cultivo de cana-deaçúcar no Seminário da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep). Na mesma data, o ER-PR participou da reunião das Centrais Sindicais com o Governador do Estado sobre o a correção do piso regional.

05/03 – Aconteceu em Curitiba uma reunião com Secretaria Estadual do Trabalho sobre o reajuste do piso regional, com a participação do ER-PR.

06/03 – O ER-PR esteve presente à reunião do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de Paraná (SindPD) com a Comissão de Trabalhadores da Celepar para discutir a data-base maio/2008. Na mesma data, o ER proferiu um seminário sobre a Previdência e a situação da mulher brasileira para o Sindicato dos Bancários de Curitiba.

07/03 – Em Brusque (SC), o Escritório Regional de Santa Catarina realizou uma palestra sobre “Conjuntura Econômica e o Papel das Centrais Sindicais” no Sindicato dos Metalúrgicos de Brusque.

11/03 – No Rio de Janeiro, o ER-RJ ministrou uma palestra para o Sindicato dos Funcionários do Banco Central (SINAL) sobre o tema “Crise Internacional”. Na mesma data, o ER participou do Seminário "Nanotecnologia na política de emprego, trabalho, renda e qualificação profissional". O evento foi promovido pela
Secretaria de Estado de Trabalho e Renda, Instituto Kederê, PNQ, FAT, Ministério do Trabalho e Emprego, com o apoio do DIEESE, Fundacentro, IIEP e Renanosoma.

12/03 – Aconteceu no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro o Seminário “Interesses em Disputa”, da Unasul (Comunidade Sul-Americana de Nações). O evento teve a participação do ER-RJ, que falou sobre o Panorama Geral da Unasul. O seminário foi promovido pela Alianza Social Continental, Rede Jubileu Sul Brasil e Rede Brasil sobre Instituições financeiras Multilaterais.

12/03 – O ER-RS representou o DIEESE na posse da nova diretoria da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS).

13/03 – A Coordenação do Sistema PED apresentou o projeto para 2008 e o Bloco Suplementar sobre Sistema Público de Trabalho e Renda para a Comissão Municipal de Emprego, Trabalho e Renda de Porto Alegre (CME). O objetivo é obter financiamento junto à Prefeitura de Porto Alegre para a prorrogação do tempo de pesquisa do Bloco Suplementar no município, com o objetivo de possibilitar a desagregação das informações do Bloco em nível da capital gaúcha.

13 e 14/03 – O Escritório Regional do Distrito Federal apresentou em Brasília o seminário sindical “Negociação Coletiva em Cenário de Baixa Inflação”. O evento aconteceu no Centro de Estudo Sindical Rural (Cesir) – Contag e foi dirigido a dirigentes e assessores sindicais.

14 e 15/03 – Em Fortaleza, o ER-PR participou de um seminário sobre finanças públicas, na sede da Federação dos Trabalhadores Municipais (Fetam).

14 e 15/03 – A Subseção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute) participou da realização do Seminário de Planejamento da Ação Sindical para a diretoria da entidade, em Belo Horizonte.

15/03 – Já em Brasília, o ER-DF participou da Assembléia do Sindicato dos Vigilantes no DF. A assembléia deliberou sobre a pauta da campanha salarial da categoria deste ano.

15/03 – O ER-SC participou da assembléia dos trabalhadores metalúrgicos de Timbó, na sede do Sindicato, quando foi definida os pontos principais da estratégia para a campanha salarial 2008/2009. Na ocasião o supervisor do ER-SC fez uma análise da conjuntura econômica e reflexos nas negociações coletivas.

17/03 – O ER-SC fez exposição de conjuntura para o diretório do Partido dos Trabalhadores de SC.

18/03 – ER-SC assessorou o Sindicato dos Servidores municipais de Blumenau, em suas primeiras rodadas de negociação da campanha deste ano.

24/03 – O ER-DF participou em Brasília da reunião com a diretoria da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados) para preparação da negociação de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).

25/03 – O ER-SC, juntamente com as centrais de SC, realizou um de proposta de reforma tributária do governo federal e uma discussão para definir a estratégia para obtenção do piso estadual dos salários. Ao evento, realizado na sede da Federação dos Trabalhadores da indústria de SC, em Itapema, compareceram mais de 70 dirigentes e assessores sindicais das centrais. Os dirigentes definiram a continuidade da luta pelo piso estadual de salários.

26/03 – Em São Paulo, o DIEESE participou do Seminário da Comissão Especial de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre Responsabilidade Social – ABNT/CEE RS “A Nova Fase da ISO 26000 - A Futura Norma Internacional de Responsabilidade Social”.

26/03 – O ER-RJ participou da tarde de Conjuntura "Balanço das Negociações Salariais de 2007 e a conjuntura atual", que contou com a participação da Direção Sindical Regional e representantes de várias categorias: petroleiros, engenheiros, trabalhadores da indústria cinematográfica, moedeiros, aeroviários, trabalhadores processamento de dados, bancários etc. O evento aconteceu no auditório da Federação Única dos Petroleiros (FUP), no Rio.

27 e 28/03 – O ER-SC coordenou o seminário de planejamento estratégico para o Sindicato de Trabalhadores de Água e Esgoto de SC, em Florianópolis.

Negociações realizadas em março

- Frente Servidores Estaduais na Assembléia Legislativa de MG: o SindicatoÚnico dos Trabalhadores de Minas Gerais (SINDUTE-MG), assessorou a audiência de negociação junto ao Legislativo mineiro e a Secretaria de planejamento e Gestão de Minas Gerais, sobre o Projeto de Lei 1677/07, que trata do Acordo de Resultados para os servidores do Executivo mineiro.
- Sindicato dos Servidores Municipais do Magistério de Campo Largo (PR) com a Prefeitura Municipal de Campo Largo, Plano de Cargos, Carreira e Remuneração - data-base maio/2008.
- Sindicato dos Professores no Estado do Paraná (Sinpropar) com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Curitiba (Sinep) sobre a data-base março de 2008.
- Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) com o governo federal, em Brasília, para discutir as tabelas salariais propostas para as categorias da Cultura, Seguridade Social e PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo) no Ministério do Planejamento em Brasília.

Institucionais
Reuniões da direção sindical

13/03 - Direção Sindical Regional de Santa Catarina para discutir a seguinte pauta:
a) Estratégia de luta pelo piso salarial de Santa Catarina;
b) Seminário sobre proposta de reforma tributária do governo estadual.
Na mesma data, a Direção Sindical de SC esteve na sede do Governo Estadual para discutir a implantação do piso estadual.

26/03 - Reunião da Direção Sindical Regional do Rio de Janeiro no auditório da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Divulgações março
03/03 - Pesquisa Nacional da Cesta Básica
05/03 - Especial Mulher e Mercado de Trabalho
10/03 - Índice do Custo de Vida
26/03 - Divulgação Sistema PED - PED Metropolitana e PEDs regionais Nota Técnica 61 - “A Convenção 158 da OIT e a garantia contra a dispensa imotivada” Nota Técnica 62 – “Política de valorização do Salário Mínimo: aplicação da MP 421 em 1º de março”

Novos quadros do DSND e Conselho Fiscal
No dia 10 de dezembro de 2007, o DIEESE promoveu uma assembléia geral nacional na qual onde houve a renovação de um terço da diretoria sindical que terá mandato até dezembro de 2010. Foram eleitas as entidades sindicais com mandato até 2010, e que compõem um terço da Direção Sindical Nacional (DSND) e do Conselho Fiscal do DIEESE. Em alguns casos, as entidades definem nomes que participarão da direção do DIEESE no período.

 

MANDATO ATÉ
31.12.2008
MANDATO ATÉ
31.12.2009
MANDATO ATÉ
31.12.2010
STI Energia Elétrica Campinas
Alberto Soares da Silva
SEE Bancários São Paulo Osasco e Região
Antonio Sabóia Barros Junior
STI Metalúrgicas Curitiba
Pedro Celso Rosa
Sind. Nac. Aeronautas RJ
Leonardo Rodrigues de Souza
Sind. Metalúrgicos ABC
João Vicente Silva Cayres
SEE Bancários Brasilia
Antônio Eustáquio Ribeiro
STI Energia Hidro
Termoelétrica BA
Paulo de Tarso Guedes Brito
Costa
STI Metalúrgicas São Paulo Mogi Região
Tadeu Morais de Sousa
Fed. Nac. Trab.
Processamento Dados
DF
Antônio Carlos Souza
SEE Assessoramento Perícias
Pesquisas RS
Mara Luzia Feltes
SEE Bancários RJ
Renato Costa Lima Filho
STI Metalúrgicas
Mecânicas Guarulhos
Josinaldo José de Barros
FEE Bancários Est. SP e MS
Afonso Lopes da Silva
STE Processamento de Dados RJ
Hernandez Alves Ribeiro
STI Metalúrgicas
Mecânicas Osasco
Carlos Eli Scopim
Conf. Nac. Trab. Agricultura
Antonio Lucas Filho
Sind. Professores do Ensino Oficial SP
Zenaide Honório
SINDSAN
Edil Santos Soares
STI Energia Elétrica SP
José Carlos Souza
SE Comércio Salvador
Eliudes Coutinho da Silva
Conf. Nac. Trab. Transp.
CUT
Eduardo Alves Pacheco
STE Asseio e Conservação SP
Edson André Santos Filho
FTI Metalúrgicas MG
Edgard Nunes da Silva
Fed. Trab. Asseio e
Conservação SP
Carlos Donizeti França de
Oliveira

Conselho Fiscal
MANDATO ATÉ
31.12 2008
MANDATO ATÉ
31.12.2009
MANDATO ATÉ
31.12.2007
ST Processamento de
Dados SP
José Gustavo Oliveira Netto
Sind. Oficiais Costureiras
Confecção SP
Eunice Cabral
SE Comércio São
Paulo
Antônio Evanildo Rabelo Cabral
Sind. Petroleiros Norte
Fluminense
Valdick Sousa de Oliveira
STI Panificação e Afins São Paulo
Pedro Pereira Sousa
Sind. Eletricitários MG
Marcos Túlio Silva

 

Pequena elevação do desemprego

A Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada pelo  DIEESE e  Fundação Seade com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais registrou, em fevereiro, leve aumento na taxa de desemprego das seis regiões metropolitanas investigadas. A taxa passou de 14,2%, em janeiro, para 14,5%, em fevereiro. Em comparação com fevereiro de 2006  - quando a taxa equivalia a 15,9% - houve recuo de 8,8%. O comportamento está dentro do esperado para esta época do ano. O aumento na taxa só não foi maior devido ao resultado apurado para a Região Metropolitana de São Paulo, onde houve estabilidade.

O número de desempregados foi estimado em 2,853 milhões de pessoas nas seis áreas pesquisadas (regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e no Distrito Federal), resultado de uma pequena retração na População Economicamente Ativa (- 14 mil pessoas), que passou a corresponder a 19,710 milhões de pessoas. O total de ocupados ficou em 16,856 milhões, 65 mil a menos que em janeiro.  No mesmo período,  houve aumento de 50 mil pessoas entre os desempregados. Na comparação com fevereiro do ano passado, a PEA teve aumento de 565 mil pessoas, enquanto 762 mil pessoas conseguiram uma ocupação. Como resultado, em fevereiro último o total de desempregados reduziu-se em 199 mil.

A redução de 65 mil postos de trabalho resultou de diminuição em todos os setores, exceto o Comércio, caso em que houve abertura de 29 mil vagas, em fevereiro. A maior queda ocorreu na Construção Civil (- 40 mil empregos, que representaram a redução de 4,1%).  Em 12 meses, porém, todos os setores apresentaram desempenho positivo. O maior número de ocupações foi criado no setor Serviços (467 mil), seguido pela Construção Civil (117 mil), que registrou o maior crescimento relativo (14,3%).

Quando se considera a posição na ocupação, os dados da PED mostram que houve, em fevereiro, fechamento de postos nos segmentos menos formais do mercado de trabalho: assalariamento sem carteira assinada (-34 mil empregos), autônomos (-72 mil) e emprego doméstico (- 17 mil). O emprego assalariado com carteira cresceu, com a abertura de 42 mil postos.  Em relação a fevereiro de 2007, o destaque também foi o assalariamento com vínculo formal no setor privado (476 mil vagas, ou crescimento de 6,9%).

Com relação aos rendimentos, de dezembro para janeiro houve queda, na média das regiões acompanhadas, de 0,4%, com seu valor situando-se em R$ 1.088. Em relação a janeiro do ano passado, houve ligeiro crescimento: 0,5%. Quanto ao salário médio, a comparação mensal indicou recuo de 0,6%, o que fez com que seu valor correspondesse a R$ 1.160.

Clique PED metropolitana para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Comportamento das regiões

Dentre as seis regiões acompanhadas pela PED, apenas na Grande São Paulo a taxa de desemprego manteve-se inalterada (13,6%) em fevereiro, quando comparada com janeiro.  Em Porto Alegre, a variação foi pouco expressiva, com a taxa passando de 11,2% para 11,3%. Salvador, onde a taxa chegou a 20,9%, com aumento de 5,6%, e Distrito Federal, que registrou alta de 4,1% na taxa, que assim chegou a 17,6%, foram as localidades com maior crescimento do desemprego no mês. Em Belo Horizonte houve incremento de 3,6%, com a taxa situando-se em 11,4%, em fevereiro. No mesmo mês, na região metropolitana de Recife houve alta de 3,8% na taxa de desemprego que, desta forma, chegou a 18,9%. Em 12 meses, as maiores reduções na taxa ocorreram em Belo Horizonte (-11,6%) e São Paulo (-11,1%).

O nível de ocupação reduziu-se em Recife (2,4%), Salvador (1,7%) e Belo Horizonte (1,0%) e permaneceu relativamente estável em Porto Alegre (0,3%), Distrito Federal (0,1%) e São Paulo (0,1%). Em 12 meses, houve crescimento generalizado: 7,3%, no Distrito Federal; 6,4%, em Porto Alegre; 5,8%, em Salvador; 4,5%, em Belo Horizonte; 4,2%, em São Paulo e 3,5%, em Recife.

O comportamento do rendimento médio real dos ocupados foi diferenciado entre as regiões: aumentou em Salvador (1,8%, passando a valer R$ 894) e no Distrito Federal (1,0%, R$ 1.617); houve relativa estabilidade em Belo Horizonte (-0,1%, R$ 1.033) e São Paulo (-0,3%, R$ 1.143) e diminuiu em Porto Alegre  (3,1%, R$ 1.052) e Recife (0,6%, R$ 666). Também em 12 meses os rendimentos apresentaram comportamentos diferente, com crescimento de 10,2%, no Distrito Federal; 5,8%, em Salvador; 3,2%, em Porto Alegre e 0,7%, em Belo Horizonte. Manteve-se praticamente estável em Recife (0,3%) e diminuiu em São Paulo (2,0%).

Acesse Regionais para ver os dados detalhados de cada uma das regiões


Custo da cesta básica recua em 11 capitais

Em fevereiro, o custo dos produtos alimentícios essenciais acompanhados pelo DIEESE registrou retração em 11 das 16 capitais onde é realizada, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Das cinco capitais em que houve alta, quatro são do Nordeste, com destaque para João Pessoa (6,31%) e Fortaleza (4,40%). Já as quedas mais significativas foram apuradas em Goiânia (-5,16%) e Belo Horizonte (-4,78%). 

Nos dois primeiros meses de 2008, a variação acumulada é negativa para duas capitais: Aracaju (-3,39%) e Goiânia (-2,26%). Por outro lado, os maiores aumentos foram apurados em Recife (10,69%) e João Pessoa (9,54%).  Entre março de 2007 e fevereiro último, quatro capitais acumulam alta acima de 20,0%: São Paulo (21,64%), Natal (21,21%), Fortaleza (20,30%) e João Pessoa (20,02%). A menor taxa acumulada no período ocorreu em Belo Horizonte (11,36%). 

Apesar de, em fevereiro, o  custo do conjunto de produtos básicos  haver recuado 1,26%, em São Paulo, a cesta, na capital paulista continuou a ter o maior preço para os gêneros alimentícios essenciais (R$ 226,20), um valor quase R$ 12,00 superior ao de Porto Alegre (R$ 214,65), onde a cesta apresentou o segundo maior valor. O menor custo foi registrado em Aracaju ( R$ 165,35). 

Com o custo da cesta verificado em São Paulo, o DIEESE estimou, para fevereiro,  o salário mínimo necessário para a manutenção de um trabalhador e de sua família em 
R$ 1.900, 31,  menor portanto que o apurado para janeiro (R$1.924,59).

Veja, aqui, o texto completo da cesta básica.

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Variações de preços próximas a zero

Em fevereiro, o custo de vida no município de São Paulo apresentou pequena deflação, -0,03%, com 0,91 ponto percentual (pp) abaixo da taxa de janeiro de 2008 (0,88%), segundo cálculo do DIEESE.  De um modo geral, os aumentos dos grupos e subgrupos que compõem o ICV apontaram variações pequenas. As principais contribuições positivas para o cálculo da taxa de fevereiro foram observadas nos grupos Saúde (0,03 pp) e Habitação (0,01 pp); e a mais negativa no grupo Transporte (-0,05 pp).

Índices por estrato de renda - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis de estrato de renda das famílias paulistanas. Em fevereiro, as taxas por estrato de renda foram mais altas para as famílias de menor poder aquisitivo, e menores para aquelas que têm renda mais elevada. Assim, o estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou a maior variação (0,05%). Para o estrato 2 (0,00%), que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*), estas não foram afetadas pelas oscilações de valores. O 3º estrato (-0,06%), que reúne as de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), foi o único beneficiado com a queda de preços.

Inflação acumulada - Nos últimos 12 meses - entre março de 2007 e fevereiro de 2008 - o ICV-DIEESE acumula alta de 4,48% e, neste ano, a taxa é de 0,85%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, foi constatada variação anual maior para as famílias de menor poder aquisitivo (estrato 1), para as quais a alta foi de 5,82%. Para o estrato 2, a taxa foi de 4,85% e para o 3, de 3,96%. 

Estabilidade de preços - O levantamento das taxas mensais de 594 itens do ICV-DIEESE, durante oito anos e dois meses, serviu de base para a análise da estabilidade de preços no mercado consumidor paulistano. A hipótese adotada de estabilidade admite variação entre ±1% nas taxas dos itens do ICV. Quando o preço sobe acima de 1% considera-se comportamento inflacionário, abaixo de 1%, deflacionário e, no intervalo, desempenho estável.
Nos três primeiros anos da série observam-se taxas inflacionárias anuais crescentes: 2000 (7,21%), 2001 (9,42%) e 2002 (12,93%). No entanto as porcentagens de itens com desempenho estável foram maioria em quase todo o período, à exceção do 4º trimestre de 2002, - período eleitoral, com grande expectativa dos agentes econômicos devido ao temor frente às políticas que poderiam ser adotadas - quando a proporção cai para 33,05%. Os quatro anos seguintes apresentaram taxas decrescentes de inflação: 2003 (9,56%), 2004 (7,70%), 2005 (4,54%) e 2006 (2,57%). A instabilidade continua nos primeiros seis meses de 2003, porém nos dois últimos trimestres observa-se aumento na estabilidade, fechando o ano com a maioria (54,04%) dos itens tendo seus preços variando entre ±1%. Mesmo em 2007, com recrudescimento da inflação (4,80%, a taxa do ano) o comportamento estável continua. Nestes primeiros meses de 2008, a taxa dos últimos 12 meses diminui (4,48%) e permanece a estabilidade com 56,6% dos itens com reajustes entre ±1%. 

Escritório Nacional: rua Ministro Godói, 310 | Perdizes - São Paulo | CEP 05001-900 | Tel. 3874-5366
Escritórios Regionais: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe

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