Metade dos brasileiros apóia redução de salário

 
 

Em troca de garantia do emprego, trabalhador aceitar negociar corte na jornada

Metade da população apóia a iniciativa das empresas de reduzir temporariamente a jornada de trabalho e os salários, mantendo, em troca, os empregos. É o que mostra a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade,o dado é “surpreendente”.

Outros 38,9% dos entrevistados são contra a medida, e 11,1% não responderam. A proposta de redução das horas trabalhadas e dos salários tem sido combatida duramente por centrais sindicais do país.

 

Desemprego em marcha

Segundo o levantamento, 34,4% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que perdeu o emprego por conta da crise internacional.Outras 22,1% disseram ter sabido de alguém que foi demitido por conta da crise. Já 39,9% informaram que não ouviram falar dos desempregados.

A pesquisa revela ainda que a maioria dos brasileiros esta com medo de perder o emprego: 42,7% disseram temer o desemprego por conta da crise. Outros 43,8% não estão com medo de serem demitidos.

A pesquisa mostra que 51,1% da população acredita que a situação do emprego vai melhorar nos próximos seis meses. Outros 20,3% estão pessimistas e acham que haverá mais desemprego.

 

Acordos atingem 5800 metalúrgicos em São Paulo

Os acordos de redução de salário e jornada já foram aprovados por cerca de 5.800 metalúrgicos na capital. Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes fechou o sexto acordo que garante a estabilidade de emprego por 90 dias, em troca de salário e jornada menores.

Os trabalhadores da Novex aceitaram redução salarial de 20% para trabalhar um dia a menos por semana. A fábrica de rodas e rodízios, na Zona Oeste da capital, se comprometeu a pagar o piso de R$ 1200 e reduzir somente valores que passaram desta quantia.

Os trabalhadores da Olimpus(200), Samot(650), MWM (dois mil), Sabó(1600) e Valeo(800) já fecharam acordos para garantir emprego.

Porém, em São José dos Campos, mil metalúrgicos rejeitaram a proposta de redução salarial da Assecre, associação que agrega médias e pequenas empresas. Juntas, essas fábricas já demitiram cerca de 400 desde novembro. O Sindicato exige a readmissão dos funcionários e só aceita discutir redução de jornada, sem mexer na renda.

Os 450 trabalhadores da autopeças de borracha Produflex, rejeitaram ontem reduzir salário em 15% e jornada em 20%. A recusa foi motivada pelas cem demissões na fábrica, com verbas parceladas em dez vezes.

 
 

FONTE: DIÁRIO DE SÃO PAULO, 04 DE FEVEREIRO DE 2009. CADERNO TRABALHO

 
     
 

 

 
 

Rua Gualachos, 41 - Aclimação - CEP: 01533-020 - SP
PABX: (11) 3388-5766 - Fax: (11) 3277-5778 Email: feticom@terra.com.br
© Todos os direitos reservados a Feticom / SP - Desenvolvida por COMUNIMAX