Central Sindical admite ainda adoção de lay-off com estabilidade de emprego. CUT lançara campanha na segunda feira .
A Força Sindical entregou para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(FIESP) um documento com propostas para evitar demissões. Nele, a central sindical aceita diminuir até 25% da jornada de trabalho com redução de, no máximo, 15% de salário.
Já o presidente da Fiesp,Paulo Skaf, disse que a proposta de redução de jornada e de salários em até 25%, como prevê a legislação, foi aceita por unanimidade pelos 33 empresários presentes na reunião do Conselho Superior Estratégico da Fiesp.
A Força também propõe a suspensão temporária do contrato de trabalho, mas com a empresa garantindo a estabilidade do emprego pelo dobro do período de suspensão. O empregador também teria que complementar a diferença entre o valor do seguro desemprego e o atual salário do trabalhador.
Outra proposta é a de criação de um banco de horas ilimitado para que os funcionários compensem depois as horas não trabalhadas. A reposição não poderia exceder 12 horas semanais. A entidade sugere que as empresas deem licença e férias remuneradas, período em que o salário seria pago normalmente.
“A redução é a última hipótese da lista. Tudo depende da necessidade, de ver se a empresa já fez de tudo o que podia. Não faremos nada sem a aprovação do trabalhador”,garantiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo Miguel Torres, que disse que 35 empresas procuraram o sindicato até ontem para negociar.
Skaf informou que os empresários não se comprometeram a não demitir. A CUT, que boicotou a negociação, lança segunda-feira a campanha “Os trabalhadores não pagarão pela crise”. Nela, sindicatos ligados à central discutem ações anti demissões e mobilizações.
Para o presidente da CUT, Arthur Henrique, a proposta de reduzir jornada e salário é inaceitável. “Isso não quer dizer que somos contra a negociação, mas contra a negociação sem luta”.
Skaf, da Fiesp, disse que há um canal de comunicação com os sindicatos,e que isso será feito com CUT ou sem CUT.”E preciso coragem para quebrar paradigmas no atual cenário”
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