Brasília - As centrais sindicais realizaram ontem marcha na Esplanada dos Ministérios em defesa dos empregos e da garantia de renda e contra os efeitos da crise financeira. Os trabalhadores temem que a crise provoque demissões em vários setores. Participaram da 5ª Marcha da Classe trabalhadora representantes de seis Centrais Sindicais, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. O tema deste ano foi Desenvolvimento e Valorização do Trabalho.
Segundo o deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva(PDT-SP), a principal preocupação dos trabalhadores é a manutenção do emprego. “A crise internacional afetou profundamente a questão do emprego e começam a ocorrer demissões”, disse.
Também esta na pauta de reivindicações das centrais sindicais a redução dos juros, a diminuição do superávit primário, a correção da tabela do Imposto de Renda e o aumento de seis para dez das parcelas do seguro desemprego.
O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, ressaltou que existe também uma pauta de reivindicações específica para o Congresso Nacional, pois há projetos de interesse dos trabalhadores tramitando na Câmara dos Deputados e Senado. Um dos projetos é o que reduz a jornada de trabalho de 40 para 35 horas semanais.
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